Sábado, Maio 24, 2008

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Novo corte de cabelo.



Tudo muda.
Muda tudo.






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Terça-feira, Maio 20, 2008

Morangos. (parte II)


Rimos outra vez...que engraçado, como um pe de morangos teria parado ali?Resolvemos pensar nisso depois e tomar o nosso chá!Que estava delicioso por sinal, meio doce e amargo. Foi no primeiro gole que começamos a ouvir...sininhos!! Olhamos em volta e nada tinha. Pelo menos nada que fazia barulho!
--Será imaginação?-falou Sarita
--Você também ouviu então?
--O quê?Os sininhos?
--é...um barulhinho de sininho!Estranho...de onde será que veio?...
--poxa...eu pensei que era só imaginação...
--mas as duas ao mesmo tempo??

Novamente, barulhinhos. Estavam mais alto, e vinham da janela. Lenvatei para olhar...
--Olha sarita, que lindo!
--olha!
Eram fadinhas!Vestidas de vermelho e com asas translucentes!Do tamanho um pouco maior que o de morangos. Tão maravilhadas ficamos, não conseguimos nem sair do lugar. Logo elas piscaram e desapareceram. Foi resolvido o mistério dos morangos!! É claro que aquelas fadinhas que plantaram os morangos ali...

--Então, os morangos são...Mágicos!!

Logo eu e Sarita estávamos voando pela sala. Chegaram então, as fadinhas, que voltaram tilintando como sinos e voavam a nossa volta, rindo e derrubando um pozinho mágico, todo vermelho e brilhante. Quando vi minha cozinha já estava toda colorida, e mudava, ficava cheia de plantas verdes, coisas bonitas, estrelas mágicas no céu. Duendes e gnomos andavam pelo chão com suas lanterninhas, elfos mágicos esvoaçavam junto a nós. De todos os lados surgiam seres fantásticos, havia até mesmo um pequeno lago habitado por sereias!


Estávamos em outro ambiente, e nós duas também tinhamos mudado, agora tinhamos duas azas translucentes e vestidinhos vermelhos que brilhavam em mil pontos, como estrelas...




(ainda continua!)



"Era algo que fazia/era, e não faz/é mais....não sei o que ou quem ou como. "

Quinta-feira, Maio 15, 2008

She's not only eighteen

Passa rápido. Quando me dei conta que faltavam só cinco dias...e isso é menos que uma semana!! E eu não tava nem aí. Parece que esqueci que o ano ia mudar. Esqueci mesmo, com tanta coisa que aconteceu, parei de prestar atenção nas minhas coisas. E não estava dando importância, porque pra mim também a idade não importa mais. Mas percebi: fecha um ciclo...
E tudo muda. Muda? Isso que não sei. O perfil do blog vai mudar. Será que é necessário? A verdade é que a vida ficou invadida por tantas outras datas e tantos outros prazos para tudo acontecer, e 20 de maio fica bem no meio do ano, bem no meio disso tudo, dos trabalhos do fim de semestre, da viagem das férias, das festas que começam a rolar-e mes de maio tem muitas! -, dos projetos que me disponho a empreender. Com tanta coisa na cabeça, nem lembrei... Tava mais preocupada com o dia 17, que vai ser sábado, vai ser o dia da festa...
A grande crise é só pelo seguinte: Não sei o que esperar. Irá chegar um ponto crucial da minha vida em que tudo vai ser diferente? Ou eu simplesmente vou acordar na quinta e fazer tudo igual fiz nas outras quintas? Acho que é a opção dois. Mas mesmo achando, sinto ainda que chega o ano novo.

Qual a medida?

E vim aqui só pra saber qual a medida certa do amor. Amor? Esquisito falar assim porque na verdade não é do amor que se trata. É mais uma questão de relacionamento mesmo, aquela coisa convencionada. Ou aquela coisa inerente ao homem, intrínsica ao poder de comunicar-se que a raça humana desenvolveu. Me disseram que meus argumentos são irreais, ilógicos, mas disseram também que nunca se saberá o que passa na cabeça do outro. Se não se sabe, como tira conclusões sobre as convicções alheias? Não passam de conjecturas. Assim como todo o sistema de valores a que estamos submetidos foram rebaixados a meras conjecturas pela nova forma de pensar que emerge discretamente na cena contemporânea. Tudo é questionado, tudo é permitido. E a direção certa a tomar fica relativizada ao sistema de convicções defendidos por cada indivíduo. Tudo é relativo. Assim o certo e o errado ficam dependentes da mera argumentação acima de um tema, e a aceitação das partes é subjulgada por uma série de fatores psico-sociais que permitem infinitas combinações.
E o que isso tem a ver com a medida? Quero saber até que ponto se relativiza suas convicções em favor de sentimentos, e vice-versa. Se é que isso deve ser feito. Até onde deixar um segmento da sua vida interferir em outro? E de que abrir mão e pelo que?
Junto com essa questão entra outra que está relacionada a relacionamentos (!): como equilibrar a própria identidade com o compromisso social adotado em função de uma escolha pessoal? Indo mais fundo: É certo submeter ao aval da sociedade a sua posição afetiva em relação a uma pessoa? E o contrário? A pessoa alvo do seu afeto geralmente assume uma posição de interferir no seu direcionamento da tomada de decisões perante a sociedade. É fato. Mas isso pode chegar a um ponto em que se anula a identidade, sendo a personalidade diretamente influenciada em razão da convenção social do relacionamento. É uma coisa da qual não se pode escapar, em menor ou maior medida, sendo que quando exagerado prejudica bastante a pessoa. Só que atravessar a linha tênue entre o comedido e o exagero, é ato imperceptível. Essa é a questão:até aonde se deixar levar, até que ponto podemos ceder sem prejudicar a construção do próprio eu- que permanece em construção contínua.
Emerge de repente e convicta a imagem de um eu que chega, que se afirma unidade, na mionha cara, assim, faltando 5 dias. Devo prestar contas.